parabéns, PT



Parabéns pelos 41 anos, PT.
Parabéns atrasados, mas de coração.


O nascimento do PT foi desaguadouro de muitas lutas, de muita esperança, de muito compromisso. As organizações de esquerda que resistiram na clandestinidade, muitas vieram para o PT, e depois assumiram o PT como um projeto estratégico de partido. Os estudantes, que se rebelaram contra a ditadura militar e foram às ruas nos anos 70. Os professores – eu era, na época, presidente da Associação de Professores da PUC, vice-presidente da associação nacional de professores, a Andes, que nós tínhamos acabado de fundar em 1980. As comunidades eclesiais de base, a igreja, teve um papel importante na resistência à ditadura, e aquela concepção, aquele compromisso, também desaguou no PT, na construção partidária e em várias outras denominações. Nós tivemos intelectuais brilhantes, que foram perseguidos, que viveram no exílio, que resistiram, que estavam na fronteira do conhecimento, como Florestan Fernandes na Sociologia, Paulo Freire na Educação, Antonio Candido na Literatura, Paulo Singer na Economia, muitos e muitos intelectuais que ajudaram a construir a concepção e o sentido do partido. E principalmente nós tínhamos sindicalistas, os operários, que se levantaram a partir de 78, dirigidos sobretudo por Lula, e aquela greve operária se espalhou pelo Brasil como uma mancha de óleo. O PT é o resultado de todas essas lutas. Mas nós começamos sem saber muito como construir uma eleição. Na primeira eleição, de 1982, em 15 de novembro o Lula deu um quadrinho do Henfil que eu tenho até hoje, que dizia o seguinte:

Se não houver frutos, valeu a beleza das flores.
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas.
Se não houver folhas, valeu a intenção semente.

Ali nós plantamos uma semente para o futuro. O PT, de lá para cá, fez conquistas fantásticas: o maior partido do Brasil, o maior partido da esquerda, um dos principais partidos da esquerda no mundo, um partido que governou o Brasil por 13 anos, que distribuiu renda, que deu projeção, que deu independência, que aprofundou a democracia, a inclusão social, reduziu a desigualdade. Mas também é um partido com erros e cicatrizes. O fundamental é que é um partido capaz de se renovar, de se repensar, de não se acomodar. Que ele continua trazendo aquela mesma chama, aquela rebeldia que sempre esteve presente, desde o seu início, quando ele era só uma pequena semente. Hoje é uma árvore frondosa e que ainda vai dar muitos frutos, muita alegria e muita esperança ao povo brasileiro.

Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo



a bela história e legado do partido dos trabalhadores do Brasil
tem precisado de fakes e fraudes processuais para tentar ofuscá-la

quem é ateu e viu milagres como eu
(mais do que crer) sabe

sei que há luz para minha cidade e meu país,
já que vi milagres acontecendo

em prefeituras e governos do PT

e algo que peço aos céus para nunca praticar é injustiça,
menos ainda contra quem teve tanto acerto e boas realizações
mais do que eu acreditava ser possível neste lugar e nesta época

quem viu milagres como eu, bota fé
há luz no PT
creio porque sei
sei porque já vi
porque na vida aprendi
a ler atos e fatos mais que crer em palavras
a conhecer árvores pelos frutos
para distinguir distorções de serpentes
e intenções de sementes

que haja luz no Brasil
para a nossa gente brilhar
para não morrer de desigualdade, de desesperança, de vírus, de fome
valeu por resistir nesse compromisso
vida longa, PT


#TamoJunto #PT41anos


O PT foi criado em um momento desafiador da nossa história e comemora 41 anos em outro momento muito difícil. Fundado no final da ditadura militar, foi fruto da coragem e do idealismo de sindicalistas, militantes de grupos de esquerda, lideranças do movimento social e das comunidades eclesiais de base, professores e ativistas do movimento estudantil.

O PT nasceu para ser diferente e para subverter velhas e até então intocáveis exclusões de classe, de raça e de gênero. O PT nasceu para fazer dos trabalhadores protagonistas de sua história. E conseguiu.

Por causa do PT, o Brasil teve pela primeira vez um operário na presidência. Graças ao PT, o Brasil teve pela primeira vez uma mulher presidenta da República. Depois de 41 anos, esse partido gestado nas lutas do povo continua sendo o partido mais popular do Brasil, com mais de 1,5 milhão de filiados.

O PT é querido pelo povo e temido por aqueles que têm aversão ao povo e tentam impedir a sua emancipação. A identificação com os excluídos e com os trabalhadores está na história e na formação do PT, caracteriza e define a nossa maneira de agir e alicerça o modo petista de governar. Foi com a força do povo que o PT se organizou. Foi com a força do povo que governou, combatendo séculos de herança escravocrata, corrigindo atrasos históricos, superando preconceitos e, sobretudo, reduzindo injustiças sociais.

O PT é o responsável pela maior redução da desigualdade de nossa história. E justamente porque estamos passando por uma grande crise humanitária, política e social é que devemos nos esforçar para reavivar a memória do povo, fazer com que lembre que os governos do PT, os governos de Lula e o meu governo, foram responsáveis pelos programas sociais, como o Bolsa Família, que atendeu cerca de 50 milhões de pessoas, pela distribuição de renda e a valorização dos salários, que tiveram aumento real de mais de 70% em 10 anos, pela criação de quase 20 milhões de empregos formais, e o desemprego mais baixo da história, que caiu a 4,8%, em 2014; pelo acesso do filho do trabalhador à universidade; pela distribuição de 2,7 milhões de moradias com o Minha Casa Minha Vida. Fomos responsáveis, ainda, pela defesa incansável do meio ambiente, pela expansão das energias renováveis e pelo menor nível de desmatamento da Amazônia. O PT resgatou 36 milhões de pessoas da pobreza extrema e retirou o Brasil do mapa da fome da ONU. O PT defendeu o SUS com unhas e dentes, e foi responsável pelo seu fortalecimento, criando o Mais Médicos, que atendeu 63 milhões de brasileiros, com reforço de mais de 18 mil médicos, entre eles, a grande maioria, médicos cubanos.

Para as elites atrasadas do nosso país, nossos governos representaram um atentado contra seus privilégios intocados por séculos, e que voltaram a ficar intocados desde o golpe que me destituiu, em 2016; a prisão ilegal de Lula e a ascensão de um governo neofascista e neoliberal, em 2019: o governo Bolsonaro. Lula foi vítima do mais escandaloso caso de lawfare já cometido. Foi implacavelmente perseguido por meio de acusações forjadas, e condenado por um juiz já desmascarado como faccioso, e que o perseguiu criminosamente, pois esse juiz comandou e orientou pessoalmente a acusação, o que é ilegal. Negou ao réu o devido processo legal e o pleno direito de defesa. Condenou Lula sem provas, para impedi-lo de concorrer à presidência, numa eleição para a qual ele era o favorito. E após esse escandaloso atentado ao estado democrático de direito, foi premiado com o cargo de Ministro da Justiça do presidente Bolsonaro, que se elegeu apenas porque Lula estava isolado numa cela. A gravação das conversas entre Moro e os procuradores liderados por Dallagnol, desmoralizaram de vez a Lava Jato. Agora, o STF tem a oportunidade e o dever de corrigir essa injustiça, declarando a suspeição de Moro e anulando as condenações de Lula. Não haverá justiça neste país enquanto não for anulada e reparada a brutal perseguição de que Lula foi alvo. Lula tem o direito à liberdade em toda a sua plenitude, o que inclui a devolução de seus direitos políticos e de cidadão.

O momento brasileiro é grave e sombrio, e o PT tem de se transformar, se tornar mais forte e lutar. Agora, os neoliberais se aliaram aos neofascistas. É da lógica da ultradireita brasileira se apresentar como defensora da ordem e dos bons costumes. E é da ordem da lógica da direita neoliberal dizer que é defensora do crescimento, dizer que é do seu extremo autoritarismo e das reformas neoliberais que vem a ordem, os bons costumes e o crescimento. É justamente o contrário. O governo neofascista/ neoliberal produz crises, aumenta a violência urbana e rural, desencadeia o ódio, não enfrenta a doença, a morte e a miséria. Assumidamente, Bolsonaro veio para destruir o que o PT construiu ao longo de 13 anos. O paroxismo de desumanidade do governo Bolsonaro ficou nu em meio à epidemia. Claro, quando chegou a existência da Covid, falou contra o uso de máscaras e contra o distanciamento social, colocou um general no Ministério da Saúde que não providenciou as vacinas necessárias para proteger a população e permitiu que faltasse oxigênio no Amazonas.

Esse desatino de atitudes e essa agenda neoliberal destruidora de direitos tem um adversário, atento e mobilizado, o PT, que hoje faz 41 anos em defesa do Brasil. Querem a neutralização do PT para alcançar plenamente seus objetivos. Não vão conseguir. O PT resiste. Tentaram destruí-lo, ao patrocinar o impeachment fraudulento e ilegal no golpe de 2016. Tentaram liquidá-lo ao prender Lula e assim conquistar a eleição de 2018.

O PT continua vivo. No Parlamento, tem apresentado e feito aprovar propostas importantes em benefício dos trabalhadores e desempregados prejudicados pela epidemia, como o auxílio emergencial, agora extinto. O PT está lutando pela volta do auxílio emergencial. Apesar da pandemia e de suas restrições, o PT tem buscado todas as brechas para retomar e fortalecer nossa história de lutas em favor dos excluídos. Por ser o maior partido de massas popular e democrático do país, por sua história, suas raízes e sua dimensão, o PT deve dedicar o melhor de seus esforços para articular uma grande aliança de esquerda que, no presente momento, promova uma grande mobilização em torno de um programa de emergência, que inclua: a vacinação imediata, rápida e em massa para nossa população; o auxílio emergencial para os trabalhadores e os desempregados; a rejeição do teto dos gastos, a anulação dos processos contra Lula; o impeachment de Bolsonaro. Eis o ponto de partida. O PT sempre buscou aliança com os partidos de esquerda, e da mesma forma, nunca se opôs ao direito de todos os partidos de esquerda e progressistas terem, conforme suas posições e entendimentos, seus próprios candidatos. É natural que o PT participe e busque exercer um papel proporcional  à sua relevância na organização de uma aliança para enfrentar o neofascismo e o neoliberalismo.  É natural que o PT lute pela eleição de Lula, que é um presidente da República com condições e capacidade para conduzir a reconstrução do Brasil e da Democracia.

Uma questão é certa: o cenário fundamental da luta são as ruas, mas enquanto a pandemia ainda passa por uma fase dramática, com mais de mil brasileiros mortos por dia, resultado do negacionismo, do boicote, da falta de vacinação e do desprezo do governo fascista pela vida humana, temos que buscar formas alternativas de manifestação e de luta. A luta para reatar um nó da história interrompido com o golpe de 2016 já começou. E se intensifica agora a luta para reatar um nó da história interrompido com a prisão de Lula. Já começou e se intensifica agora. E nosso partido estará, como sempre, junto com o povo e buscando a força do povo. Pelo reestabelecimento dos direitos políticos de Lula.

Vida longa ao maior partido popular do Brasil. Viva o PT!

Presidenta Dilma Rousseff


Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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