el presente


De repente, do nada, o cérebro me surgiu com essa: “o presente não existe”.
O que garimpei na web depois disso:



Não há passado nem futuro. Existe apenas o presente. Ontem era presente para ti, enquanto o experimentavas, e amanhã será presente, quando o experimentes. Portanto, a experiência só acontece no presente e, para além da experiência, nada existe.




O presente não existe e isso a que chamamos presente não é mais que a união do futuro com o passado.




Porque é um fato bem estabelecido que o presente não existe a não ser na medida que se torna passado e já passou… como a juventude. No fim das contas vai nos restando apenas o amanhã: ergo minha taça a esse dia que não chega nunca mas que é a única coisa de que realmente dispomos.




A experiência humana só existe no momento presente. O passado existe como memória, e para lembrar dele temos que revivê-lo de algum modo. O futuro existe como expectativa ou fantasia, também criado no presente. A ancoragem nos permite aumentar nossa liberdade emocional, escapando da tirania de vivências passadas negativas e criando um futuro mais positivo.




O presente não existe; é um ponto entre os sonhos e a saudade.



O PRESENTE NÃO EXISTE

Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo – o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.

Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo…!», como dizia Goethe. O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.

Jorge Luís Borges, in ‘Ensaio: O Tempo’

Fonte do trecho de Borges: poeticous



O presente está só.

Sucessão e engano é a rotina do relógio.

O hoje fugaz é tênue e eterno;
outro Céu não esperes, nem outro Inferno.

Jorge Luis Boges



Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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