conhecer pelas atitudes





Em casa de parente que votou em Bolsonaro no segundo turno por antipetismo, ao ouvir na TV que filho seria nomeado a embaixada pelo pai presidente, coisa do tipo que esse parente costumava desaprovar como nepotismo, comentei: “Já pensou se fosse o Lulinha?” O parente “explicou” (em tom mansplaining): Bolsonaro só confia nos filhos, porque se não fossem eles a socorrê-lo, teria morrido com a facada. Depois “brincou” que, se fosse presidente, nomearia filhos para embaixada. Dias depois o mesmo parente veio comentando o perigo que corremos com os hackers, já que ninguém pode conversar nos meios digitais com o devido sigilo e segurança. Sem tocar no tema, claro, do conteúdo gravíssimo das conversas vazadas pelo The Intercept. Faço este post, portanto, com consciência de que quando dois pesos e duas medidas deliberados para autofavorecimento e autojustificação são valorizados por cima de princípios de ética e equidade, pode não haver evidências que façam diferença.


Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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