antieuclidiano

08 de dezembro de 1980 foi uma tristeza danada, numa quase nem começada adolescência. Um nunca-mais na esperança de um dia ver os Beatles ou o favorito dos Beatles. A pessoa que tinha se apaixonado por aquelas músicas aos 6 anos de idade sem nem saber do quê se tratava, não tinha nascido no tempo deles e já achava isso uma tristeza.

2017 foi um ano lascado, mas aconteceu de estar no mesmo espaço que Paul McCartney, com consciência do que eu estava testemunhando: um dos fenômenos mais impressionantes da história da música. Passei tempo demais dando bola de menos para o Paul McCartney, injustamente, talvez num luto birrentamente prolongado da morte do John Lennon. Fazia apenas mais ou menos um ano do insight modificador, sobre o peso do Paul McCartney naquele deslumbre com os Beatles. Ele é o músico. Ali no Allianz Parque, eu já sabia. E foi certificado pelo show impecável de três horas, aos 75 anos. Ainda que só por isso, 2017 virou ano mágico, de inatingível realizado. Mas 2017 teve também James Taylor, Elton John, Roger Hodgson. Uma memória particular de música pairou encantatória sobre o ano mais nefasto da minha vivência de Brasil. Teve seu lado antieuclidiano, 2017.

and anytime you fell the pain…

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Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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