Lua cheia de maio



lua cheia de maio 2014 01 (2)

A lua de maio, quase cheia, acenando na janela em 13/05/2014, no final da tarde.



Foi um astrólogo, Oscar Quiroga, quem há alguns anos me chamou a atenção para a lua cheia de maio, a que acontece anualmente quando o Sol está no signo de Touro. Só para deixar mais claro: quando vemos essa especial lua cheia de maio, a Lua em si está em Escorpião, opondo-se ao Sol no signo de Touro. Estou pensando aqui com meus botões: o eixo Touro-Escorpião colocaria frente a frente os aspectos mais materiais da vida (Touro, casa 2, dos bens materiais, ativados pelo Sol) e seus aspectos espirituais mais insondáveis (Escorpião, casa 8, do inconsciente, do oculto, da morte, ativados pela Lua), e talvez por isso tenha destaque espiritualista esse eixo de oposição Sol-Lua, representando a dualidade vida vs. morte e renascimento (embora não deixe de me causar algum estranhamento, por ter sempre associado a espiritualidade predominantemente ao signo de Peixes). A importância que o Quiroga atribui a essa lua específica, de um ponto de vista astrológico, é algum tipo de alinhamento com as estrelas da constelação das Plêiades (alinhamento de Terra e Plêiades, ele diz, mas me pergunto se não seria um alinhamento de Sol, Lua, Terra e Plêiades, mais precisamente). Acabei encontrando também que a lua cheia de maio é tida como um momento especial de outro ponto de vista: esse dia é considerado um tipo de aniversário de Siddhartha Gautama, o Buda. Acredita-se que em luas cheias de maio teriam acontecido seu nascimento, sua iluminação e sua morte, pelo que entendi fuçando aqui e ali. Em algum canto budista de que já não me lembro, li inclusive que uma lua cheia no momento da morte favoreceria livrar-se duma vez do ciclo de reencarnações, ou seja, não voltar a nascer neste mundo duzinfernu nunca mais e simplesmente diluir o ‘eu’ n’algum tipo incompreensível de nada (meu sonho de consumo espiritual do momento, aliás, mas não deve valer se suicidar numa lua cheia no intuito de atingir essa meta, suponho). Especialmente no budismo, celebra-se a lua cheia de maio, num festival chamado Wesak (ou Vesak), que em sânscrito quer dizer justamente ‘maio’. Diz o Quiroga que todas as luas cheias seriam momentos intensos e auspiciosos, do ponto de vista de favorecer algum tipo de conexão espiritual, mas a de maio seria especialmente intensa. Curioso é que, por mais bonita que seja uma lua cheia, nunca é um momento do mês em que me sinto bem, pelo contrário: normalmente são dias tensos em que acontecimentos e sensações não são exatamente agradáveis. O Quiroga diz que as tensões, mal-estares e ambientes percebidos como meio carregados de impaciências e irritações, nas luas cheias, não são percepções exclusivamente minhas: são frequentes e bastante generalizados, mas seriam sintomas de que estamos cosideravelmente desajustados com as estrelas e a espiritualidade aqui na Terra. Vai saber. Eu racionalizava supondo que ter o Sol puxando a gente de um lado e a Lua puxando de outro não podia mesmo dar uma sensação lá muito agradável e pacífica: tinha tudo para virar tensão e desconforto esse ‘esticamento’ dos pobres seres humanos pelos dois astros disputando as gravitações. Quase um cabo de guerra com a gente aqui cumprindo o papel da cordinha dessa brincadeira. Mas, como as racionalizações podem ser coisas meio ilusórias, seria também possível pensar que ter um astro de cada lado geraria um equilíbrio de forças, no lugar de ter esse ‘puxamento’ acontecendo predominantemente de um lado só. Então, melhor deixar essas tentativas de racionalizar para lá. O fato é que também já notei que normalmente as luas novas são momentos de bem-estar para mim. A não ser pela beleza, meu santo não bate muito com as luas cheias, parece, inclusive sempre achei a lua nova até mais bonita do que a cheia. (E de repente lembro que nasci com uma lua na fase nova passando, a própria Lua, pelo signo de Touro.) Enfim, neste ano, o Quiroga está dizendo o seguinte sobre a lua cheia de maio:

No dia 14 de Maio de 2014, às 16h16, horário de Brasília, acontece a Lua Cheia mais importante do ano.

É um momento auspicioso, de grande intensidade espiritual, pois é quando nosso planeta Terra se alinha com as estrelas da constelação das Plêiades e, então, o circuito cósmico de distribuição de Vida tem um fluxo mais intenso: Vida mais abundante é derramada em nosso planeta.

Esse é um momento celebrado em diversas religiões, mas principalmente pelos budistas.

Todas as luas cheias são intensas, do ponto de vista espiritual, mas esta é a mais forte de todas e, por isso, é propício fazer as devidas preparações, através de oração, de meditação ou de rituais.

Você não precisa ser budista para isso, apenas utilizar os meios e instrumentos de sua fé para entrar em contato com o Divino, que faz esforço para se aproximar de nossa humanidade e nós precisamos fazer a nossa parte também, nos elevando em sua direção através dos meios e instrumentos que nossa fé proporcione.

Se por ventura você sentir mais nervosismo que de costume é porque o chamado é forte, mas você ainda não reservou tempo suficiente para responder.

Por isso, deixe de lado o que estiver fazendo, mesmo as coisas mais importantes podem ser desmarcadas e proteladas, pois, o que haveria de mais importante do que se integrar conscientemente ao circuito cósmico de Vida?

Vale a pena se integrar a esse circuito, não apenas pelos benefícios que você receberá em particular, mas principalmente porque através de sua presença se irradiará uma influência que também beneficiará a todas as pessoas que fazem parte de seu círculo social.

Acesso direto a esse post do Quiroga aqui.

Lá no Facebook dele também tem umas palavrinhas a respeito.

A Wikipedia explica mais sobre o festival de Wesak ou Vesak aqui.

“El día de Buda” é um texto mais extenso, em espanhol, acessível aqui.

Uma abordagem de mais envolvimento emocional e esotérica meio híbrida (fala de Buda, Cristo, anjos, extraterrestres e muitos outros ‘seres’, tudo junto e misturado) no blog Anjo de Luz.

Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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