bão balalão






RONDÓ DO CAPITÃO

Manuel Bandeira

Bão balalão,
Senhor capitão,
Tirai este peso
Do meu coração.
Não é de tristeza
Não é de aflição:
É só esperança,
Senhor capitão!
A leve esperança,
Senhor capitão!
A leve esperança,
A aérea esperança…
Aérea, pois não!
– Peso mais pesado
Não existe não.
Ah, livrai-me dele,
Senhor capitão!

8 de outubro de 1940


O poema foi musicado por João Ricardo, do Secos & Molhados. Gravação no primeiro álbum do grupo (1973) e primeiro álbum de outros quatro intitulados Secos & Molhados. Foi daí que primeiro conheci o “Rondó do Capitão”. Para quem não sabe – e eu demorei muito tempo para saber -, o João Ricardo nasceu em Portugal e mudou-se para o Brasil com 15 anos. Foi o idealizador do grupo Secos & Molhados, então, puxa, que bom que ele veio! Valeu por mais esta, João Ricardo e Secos & Molhados.

E vai a parlenda do “Bão babalão” ou “Bão balalão”, Senhor Capitão”:

Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão

ou

Bão-balalão!
Senhor Capitão!
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;
Eu vi uma velha
Com um prato na mão,

Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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