Oxóssi na Wikipedia

 

Tudo da Wikipedia, aqui e aqui. Só foi meio editado, inclusive
suprimindo algumas partes (qualidades e folhas de Oxóssi).

Ibualama

Ibualama, Inlè ou Erinlè – escultura de Carybé em madeira (Museu Afro-Brasileiro, em Salvador, no Brasil).

OXÓSSI

Oxóssi é o orixá da fartura, o sustento. É a ligeireza, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para faturar sua caça. É um Orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas.

É o caçador de axé, aquele que busca as coisas boas para um Ilé, aquele que caça as boas influências e as energias positivas.

O encontramos no dia-a-dia no almoço, no jantar, enfim, em todas as refeições, pois é ele quem provê o alimento. Na África antiga, Oxóssi era considerado o guardião dos caçadores, pois cabia a eles trazer o sustento para a tribo. Hoje, Oxóssi é quem protege aquelas pessoas que saem todos os dias para o trabalho, para trazer o sustento.

Oxóssi também está ligado às artes. Ele está presente no ato da pintura de um quadro; na confecção de uma escultura; na composição de uma música; nos passos de uma dança; nas misturas de cores; na escrita de um poema, de um romance de uma crônica. Está na arte em um modo geral, desde o canto dos pássaros, da cigarra, ao canto do homem. A arte pura!

Oxóssi também rege o revoar dos pássaros, a evolução das pequenas aves. Oxóssi é a vontade de cantar, de escrever, de pintar, de esculpir, de dançar, de plantar, de colher, de caçar, de viver com dinamismo e otimismo. Oxóssi é a divindade da cultura, passando para seus filhos grandes talentos artísticos, seja no canto, na criação de livros, pinturas etc.

Curiosamente, Oxóssi também é a comodidade, a vontade de admirar, de contemplar. Oxóssi é um pouco de preguiça, a vontade de nada fazer, senão pensar e, quem sabe, criar. Em seu lado negativo, pode estar presente também na falta de alimento; no pouco plantio; no apodrecimento de frutas, legumes e verduras; e até mesmo na arte mal acabada, inacabada ou de mau gosto.

O elemento de Oxóssi é a terra e a liberdade de expressão, a liberdade para viver da maneira como somos!

Sua saudação é oquê arô!

ETIMOLOGIA

Oxóssi também é chamado de Odé, que vem do idioma yorubá Odẹ que significa “caçador”, um adjetivo, devido ao fato de Oxóssi ser o guardião dos caçadores que caçam para obter seu sustento e o de sua família. Não se deve confundi-lo com a divindade denominada Odé, cultuada nas nações do Batuque riograndense, apesar de ambos serem divindades caçadoras e representarem quase o mesmo elemento, há grande diferença ritualística entre ambos. O nome Oxóssi vem do idioma yorubá Oṣóòsi que significa “o guardião é popular”.

ÁFRICA

Pierre Verger, em seu livro Orixás, diz que o culto de Oxóssi foi praticamente extinto na região de Ketu, na Iorubalândia, uma vez que a maioria de seus sacerdotes foram escravizados, tendo sido enviados à força para o Novo Mundo ou mortos.

Aqueles que permaneceram em Ketu deixaram de cultuá-lo por não se lembrarem mais como realizar os ritos apropriados ou por passarem a cultuar outras divindades.

BRASIL

Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes, e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu, quanto na umbanda, onde é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas desta religião.

Seu habitat é a floresta. É simbolizado pela cor verde na umbanda, e recebe a cor azul clara no candomblé, mas pode usar também a cor prateada neste último. Sendo assim, roupas, guias e contas relacionados a Oxóssi costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, também no caso de seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto “o caçador de uma flecha só”, pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo, tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia onde Oxóssi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou e salvou a aldeia. Daí o epíteto “o caçador de uma flecha só”.

Come tudo quanto é caça. O dia consagrado a ele é quinta-feira.

Oxóssi Ibualama ou Odé Ibo (são o mesmo) é uma das maiores qualidade de Oxóssi (qualidade do Oxóssi de Mãe Stella de Oxóssi), marido de Oxum Ipondá e pai de Logunedé. Como os demais Oxóssis, é caçador, rei de Ketu e usa ofá (arco e flecha), mas se veste de couro, com chapéu e chicote.

Um Oxóssi azul, Otin, usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça, mas gosta muito de búfalo.

Oxóssi é a expansão dos limites, do campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo “de fora” (a mata), trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além disso, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo nesse novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para as mais diversas facetas da vida, dadas as características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão de cada dia, a alimentação da tribo, costumeiramente cabe aos caçadores.

Por suas ligações com a floresta, pede-se a ele a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material. É o senhor da inteligência, do conhecimento, da sabedoria e da curiosidade. Dizem os mais antigos que Oxóssi é o único orixá que conhece o segredo do mundo, fora os Funfuns e Onilé, pois quebrou todos os tabús do mundo, por isso nada passa descorrido por Oxóssi.

O nome Oxóssi deriva de Òsóòsí, que significa “feiticeiro da esquerda” ou simplesmente “feiticeiro”, pois Oxóssi é um grande e apto feiticeiro. Aprendeu a lidar com as magias das folhas, dos animais e da natureza, e também descobriu os segredos das IyámiÒsóòróngá. Seu nome também pode derivar de Òsò Wúsí que significa “caçador ou Guardião Popular”, que recebeu após ter matado um dos pássaros das Eleyés e ter livrado o povo de Ketu do feitiço, razão pela qual se tornou o rei e soberano de Ketu. Também é chamado de Odé, Orixá Odé, que seria o Caçador.

ARQUÉTIPO

Seus filhos são alegres e joviais, muito falantes. São nervosos e inseguros, embora não transmitam essas emoções. Pelo contrário, sua companhia é agradável e estimulante. Em alguns momentos, são agressivos e francos a ponto de serem grosseiros, porém, a simpatia que irradiam faz com que sempre estejam rodeados por um grupo ativo e dinâmico. Místicos e intuitivos, são dotados de notável rapidez mental. Gostam de ouvir conselhos e orientações, mas esquecem tudo na hora de agir. Tornam-se então precipitados e sem lógica, por vezes indecisos. Acompanhá-los não é fácil.

Têm muitos amigos, mas não gostam de intimidade excessiva. São amáveis e acolhedores, mas reservam-se bastante. Deixam-se levar por elogios, o que lhes traz alguns dissabores na vida. Falam e escrevem muito bem. São excelentes coordenadores de atividades, distribuem bem as tarefas de cada um, só que para eles nunca sobra nada para fazer, embora pareçam ser os mais ativos de todos. São inventivos e originais em seus planos. Astutos e sagazes, mas também impacientes com os lentos, com os calmos e reflexivos, deixando para trás aqueles que não acompanham seu ritmo ativo. Movimento e mudanças são uma constante para eles: suas idéias mudam quando menos se espera, nada está estabelecido, sujeitos a experimentar novas sensações e emoções, pois para eles tudo é passível de sofrer alterações.

Apreciam discussões pelo prazer de vencer intelectualmente ideias opostas às suas. São afetuosos, generosos e sensíveis, mas atitudes apaixonadas e ardentes não fazem parte desse arquétipo. Interessam-se mais pelos aspectos intelectuais em suas relações. A monotonia entedia o filho de Oxóssi, que precisa sempre ser estimulado. Esses estímulos são trazidos pelas inovações e mudanças, assim ele consegue se manter interessado e produzir. Como é um pensador independente, tem dificuldade em aceitar opiniões diferentes das suas. Trabalhar em equipe é desgastante, se tiver que enfrentar conflitos constantes.

Estão sempre prontos para ajudar, porém não toleram que abusem de sua ajuda ou tirem proveito dele. Muito sentimentais, os filhos de Oxóssi precisam do conforto do amor, mas quando se envolvem e percebem que sua liberdade fica comprometida recuam assustados. Quando bem harmonizados intelectualmente e sentindo-se livres, mantêm-se num relacionamento estável. Provavelmente, quem inventou o casamento em casas separadas foi um filho de Oxóssi. Entretanto são muito românticos.

Sua personalidade independente exige que ele tenha um canto só seu onde nada e ninguém o perturbe. Ali ele se reequilibra e recupera seu delicado sistema nervoso. Como o mercúrio, ele desliza e é difícil mantê-lo estável. Quando é comprimido, foge e se divide. Só pode ser controlado, nunca pressionado. É atraído pela beleza, pelo otimismo, pela inteligência e pelo bom humor. Aprecia que seu companheiro tenha interesses diversos dos seus. Sente-se então enriquecido pelas experiências que lhe são relatadas. Os desafios em conjunto o fascinam. Já uma pessoa rígida com poucos objetivos pessoais o entedia. A vida familiar pode ser uma boa base para o filho de Oxóssi. Desde que seja estimulado em suas idéias e tenha livre expressão, o convívio com a família será revigorante para ele.

Os assuntos secretos, o ocultismo e o esoterismo o atraem. Um relacionamento cármico será possível para ele, pois está aberto a reconhecê-lo em todos os níveis, tirando dele o aprendizado necessário. A vida amorosa não tem para ele a mesma importância que para os filhos de outros Orixás. Porém, são voltados para o lado sexual, sentindo grande necessidade de um companheiro (a).

O filho de Oxóssi tem aptidões múltiplas, gosta do estímulo mental constante e procura sempre novidade no que faz. Essas características norteiam sua vida profissional. Quando tem um projeto em andamento, sua atividade redobra e é capaz de gastar muita energia para desenvolvê-lo. O esgotamento que a dedicação intensa ao trabalho provoca é capaz de afetar seu sistema nervoso sensível. O filho deste Orixá precisa aprender que para construir uma carreira bem sucedida é preciso ser prático em seu idealismo. Essa realidade é às vezes um pouco difícil de ser encarada por ele. O perfeccionismo, a minuciosidade e a imaginação que põe em seu trabalho faz com que seja o melhor em sua especialidade. Responsabilidades monótonas e burocráticas deprimem o seu espírito. Ele está melhor situado em um trabalho onde puder traçar planejamentos e realizar mudanças. Toma decisões rapidamente e é bom para enfrentar crises, mas distraído com pequenos detalhes.

O filho de Oxóssi é pouco conservador, possui múltiplos interesses, não analisa qualquer assunto por um tempo maior. Sua atuação seria, partindo do interesse que algo lhe provoca, observar, emitir um conceito próprio e ir adiante, atrás de novidade. Não consegue se deter tempo suficiente para conhecer profundamente algum assunto, mas conhece um pouco de tudo. Gosta de companhia, faz parte do seu temperamento alegre. As crianças o adoram, dá bastante liberdade a elas e as estimula a variar a suas atividades, embora seja falho no lado disciplinar. Não é ciumento e não quer ser alvo de ciúmes, nem quer que sua liberdade seja tolhida por causa de ciúmes. Alguns filhos de Oxóssi com problemas emocionais e profissionais passam por períodos de depressão. Pode ser vitima de tramas traiçoeiras e pode ter atos e palavras mal interpretados.

A filha de Oxóssi é uma intelectual. Embora administre bem o seu lar, passa pouco tempo dentro dele. Prefere o ambiente profissional ou a vida em sociedade. O homem que se casa com essa mulher, casa com muitas mulheres diferentes ao mesmo tempo. Pode surpreender: sempre é criativa, divertida, curiosa por qualquer novidade, fiel e dedicada. Variar é seu ponto forte. A parte física de uma relação é a que menos interessa à mulher de Oxóssi. Ela se aproxima de alguém que a atraia mental e espiritualmente. Gosta de discutir. É muito temperamental. É petulante e fala para ferir quando está brigando. Como mãe, é maravilhosa. Ensinará aos filhos a independência, será imaginativa e amorosa, e organizará para eles muitas atividades estimulantes. A traição não está na natureza da filha de Oxóssi. Ela jamais sacrificaria lar e filhos por uma aventura.

SINCRETISMO

No Brasil, é sincretizado com São Sebastião. Em Salvador, no dia de Corpus Christi, é realizada uma missa, chamada de missa de Oxóssi, com a participação das ialorixás do candomblé da Casa Branca do Engenho Velho da Federação.

CUBA

Oxossi (ou Odé) é um orixá da santeria cubana. Representa o caçador infalível.
Odé é uma das deidades da religião yoruba. Na santeria, é sincretizado com São Alberto Magno e São Norberto. Particularmente em Santiago de Cuba, é “Santiago Arcanjo”.

Resumo
Odé é o orixá caçador.

O Orixá
É considerado mago ou bruxo. Faz parte dos orixás guerreiros. Suas cores são o azul e o coral.

Família
Filho de Obatalá e Yembó. Irmão de Xangô, Ogum, Eleggua. Esposo de Oxum, com quem teve o filho Logunedé.

Oferendas e danças
Sacrificam-se pombas, cabritos, galos, codornas, frangos, veados, galinhas-d’angola, cotias etc.

OXÓSSI NA UMBANDA

Oxóssi na Umbanda é considerado patrono da linha dos caboclos, atuando para o bem-estar físico e espiritual dos seres humanos.

Segundo essa religião, Oxóssi é figura representativa de uma das sete forças principais de Deus: a força da luta, do trabalho, da providência e da afirmação positiva. Assim, para a Umbanda, Oxóssi representa uma das sete forças primordias de Deus, pertencendo ao pólo positivo das energias espirituais, expandindo, irradiando e impelindo os seres para a construção vigorosa de seus destinos, bem como garantindo que os mais fragilizados encontrem doutrinação firme e amorosa, desenvolvendo seu saber religioso e sua fé.

A figura de Oxóssi tem origem na mitologia africana, para a qual seria um antepassado africano divinizado, filho de Yemanjá, irmão de Omulu-Obaluayê e rei da cidade de Oyó, localizada na África sudanesa – de onde provêm os povos nagô (keto, ijexá e oyó) e mina-jeje. Também é considerado o caçador por excelência, o arqueiro de uma flecha só – sempre certeira.

A Umbanda, considerada por muitos como fundada em 1908, é expressão do sincretismo ocorrido no Brasil em razão da perseguição religiosa aos cultos africanos. Por reunir elementos africanos, espiritualistas e cristãos, a figura de Oxóssi pode aparecer, muitas vezes, misturada à figura católica de São Sebastião, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e demais estados do centro-sul do Brasil, e a São Jorge, no estado da Bahia.

RITOS, SÍMBOLOS E OFERENDAS

Por não ser uma religião codificada, a Umbanda apresenta variação de ritos, símbolos e oferendas.

Em geral, considera-se que o dia de Oxóssi é quinta-feira e seu símbolo seria o arco e a flecha em ferro fundidos.

As oferendas a Oxóssi, na Umbanda – consideradas pela grande maioria de seus seguidores como ritos que potencializam a energia dos Orixás -, são de elementos correlatos à do chacra do plexo solar, bem como ao comprimento de onda de cor amarela. Assim, suas oferendas haveriam de se aproximar de tal padrão energético, seja pela cor do elemento, seja por sua composição. Alguns exemplos de oferendas comuns em vários centros e tendas umbandistas: milho cozido; côco em lascas; girassol; rosas brancas; velas brancas e amarelas; cerveja; licor de caju; flores do campo; entre outros.

No Rio de Janeiro, São Paulo e demais estados do centro-sul do Brasil considera-se São Sebastião como sincretismo de Oxóssi (comemorado no 20 de janeiro); na Bahia o sincretismo de Oxóssi é com São Jorge.

Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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