Arquitetura da gentrificação

Publicado no Catarse.
Via Repórter Brasil.
Clique aqui para saber como contribuir com o projeto.

gentrificação


“O direito à moradia é um pressuposto tão elementar e fundamental para o bem-estar humano, que a a Constituição brasileira, documento máximo que rege a nossa vida em sociedade, defende e garante esse direito para todas as pessoas.

Acontece que historicamente, em toda a sociedade brasileira, de um modo especial aqui na capital paulista, esse direto vem sendo desrespeitado sistematicamente por gestores públicos. Hoje, aqui em São Paulo, a gente vive um momento em que o desrespeito ao direito à moradia chega a níveis absurdos de agressão por meio de um processo conhecido como “gentrificação”.

A gentrificação ou limpeza social é um conjunto de medidas urbanísticas cujo objetivo é expulsar a população mais pobre de uma região para dar lugar a uma população mais rica.”



A Repórter Brasil apresenta seu primeiro projeto de jornalismo financiado coletivamente. Trata-se de uma proposta de investigação organizada pela jornalista Sabrina Duran, que tem como objetivo mapear a gentrificação em São Paulo e formas de resistência a este processo.

Gentrificação?!
Gentrificação é o nome que se dá à expulsão de moradores pobres de determinada região por meio de um conjunto de medidas socioeconômicas e urbanísticas marcado pela hipervalorização de imóveis e encarecimento de custos. Talvez você nunca tenha ouvido o termo, mas certamente convive com seus impactos.

gentrificação efeitos

O que estamos propondo?
Uma investigação detalhada sobre as ações e medidas legais adotadas nas duas últimas administrações municipais da cidade que resultaram na expulsão de moradores pobres da região central. As informações serão apresentadas em uma série de reportagens especiais reunidas em uma página sobre o tema no site da Repórter Brasil, um guia digital sobre a questão e sobre como se enfrentar na prática o problema.


gentrificação projeto


Prestando contas
Para que o projeto saia do papel, precisamos arrecadar R$ 18 mil em 40 dias. O valor servirá para custear três meses de apuração (entrevistas, pesquisa, consultas públicas e acompanhamento de audiências, entre outros), a construção de uma página especial no site da Repórter Brasil, a redação, edição e organização de todas as informações reunidas.

A opção de tentar viabilizar tal levantamento por meio de financiamento coletivo está diretamente relacionada ao caráter público do projeto. O financiamento direto por parte dos leitores fortalece a opção de independência radical adotado pela Repórter Brasil e abre perspectivas para construção de novas investigações sobre temas tão ou mais sensíveis.

E, vale lembrar, claro, que imobiliárias e empreiteiras, que costumam se beneficiar do processo de encarecimento de imóveis nas regiões centrais da cidade, estão entre as principais financiadoras de campanhas de vereadores e prefeitos, não só em São Paulo, mas em todo Brasil.

Quem apoia?
Entre os apoiadores do projeto estão arquitetos e urbanistas, como Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, e representantes de movimentos sociais ligados à questão da moradia e acesso à cidade, como Benedito Barbosa, da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo. Confira abaixo os depoimentos na íntegra:











Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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