Justiça de Xangô


xangôCerta vez, viu-se Xangô, acompanhado de seus exércitos, frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros. As ordens eram aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito. Aqueles que caíam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava.

Isso provocou a ira de Xangô, que num movimento rápido foi batendo seu machado na pedra, provocando faíscas que pareciam raios. E quanto mais batia, mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor.

Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam o mesmo tratamento dado aos seus guerreiros: mutilação, atrocidades, destruição total. Xangô não concordou:

– O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça. Eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é que devem pagar.

E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente. Em seguida libertou a todos os prisioneiros que, fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos.

Xangô é o Orixá do trovão e da justiça, protetor dos juízes, advogados, burocratas. Usa roupa branca e vermelha, e coroa na cabeça, pois é rei. Seu fio de contas se faz com essas cores. Dança com um machado duplo na mão (Oxé) e é dono de um instrumento musical usado só para ele: o Xerê, chocalho de latão. A quarta-feira é seu dia e sua saudação é Kawó-Kabyesilé!

Encontrado no blog Olhos d’Água d’Oxum. Edição minha.
Baseado no Livro Lendas Africanas dos Orixás
Pierre Fatumbi Verger – Caribé

OBS: Vê-se aí que, já naqueles tempos míticos e remotos, Xangô entendia o espírito da Teoria do Domínio do Fato melhor do que certas pessoas do Supremo Tribunal Federal.

Kaô – Mônica Salmaso

Xangô, o vencedor – Rita Ribeiro

Canto de Xangô – Os Afro Sambas / Vinicius de Moraes & Baden Powell

Xangô da pedreira

Ponto de Xangô – Xangô colocou pedra em meus caminhos

Xangô, Justiça Maior


XANGÔ NO CANDOMBLÉ [De acordo com o blog Candomblé]
Dia: Quarta-Feira
Cores: Vermelho (ou marrom) e branco
Comida: Amalá [Como preparar um Amalá para Xangô aqui e aqui]
Símbolos: Oxés (machados duplos), Edún-Àrá, Xerê
Elementos: Fogo (grandes chamas, raios), formações rochosas
Domínios: Poder estatal, justiça, questões jurídicas
Saudação: Kawó Kabiesilé! (Significa: Venham ver o Rei descer sobre a terra! Ou Salve a Vossa Majestade na terra!)
Seu fio de contas é intercalado com as cores, branco e marrom ou vermelho.
Na sua dança, o alujá, Xangô brande orgulhosamente seu oxé e, assim que a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa) imaginário, que contém as pedras de raio, e lançá-las no ar.
[Outras coisas blog de Pai Toninho de Xangô]
Data: 29 de junho
Metais: Cobre, ouro e chumbo.
Pedra: Rubi
XANGÔ NA UMBANDA [Segundo o blog Caboclo Pery]
Orixá da justiça e do conhecimento (estudo de maneira geral), equilíbrio das forças de um modo geral, ligadas a questões de Justiça. Sincretizado no Rio de Janeiro com São Jerônimo, tem o seu dia comemorado em 30 de setembro.
Encontramos também outras datas de comemoração porque este Orixá foi sincretizado com outros Santos Católicos, em função de seus desdobramentos, a saber:
Xangô Alafim-Eché (São Jerônimo – 30 de setembro)
Xangô Abomi (Santo Antônio – 13 de junho)
Xangô Alufam (São Pedro – 29 de junho)
Xangô Agodô (São João Batista – 24 de junho)
Xangô Aganju (São José – 19 de março)
Xangô D’Jacutá (sem sincretismo – Regência geral da Linha de Xangô)
Reino: Pedreira.
Força da natureza que rege: Trovão
Cores: Marrom, cinza e ainda o roxo
Elementos: Ar e terra
Dia da semana: Quarta-feira
Planeta: Mercúrio
Características de seus filhos: Rigidez de pensamento. Têm grande senso de justiça, são pessoas metódicas, equilibradas e têm facilidade no estudo.
XANGÔ NA UMBANDA  [Segundo o blog A Umbanda como ela é]
Senhor da justiça, do fogo e do trovão
Sua força de atuação encontra-se nas pedreiras
É o orixá que decide sobre o bem e o mal
Suas decisões são sempre sábias e ponderadas, com profundo senso de justiça
Responsável pela razão, equilíbrio e equidade dos seres humanos
Sua saudação é: Kaô Kabecilê!
Sua cor é o marrom
Seu dia  é a quarta-feira
Sua ferramenta é o oxé, machado de duas lâminas
Filho de Oranyan com Iemanjá, tornou-se o terceiro rei de Oyó
Foi casado com Obá, Iansã e Oxum
Sincretizado com São Jerônimo, São Pedro e São João Batista
É forte, valente e destemido; temido e adorado ao mesmo tempo
Tem aversão por doenças e pela morte
É pesado, íntegro e indivisível
Apresenta certo autoritarismo acompanhado de alguma arrogância
Contratos, documentos e pendências judiciais devem ser entregues a ele
Patrono da política e dos assuntos governamentais
No Norte/Nordeste do Brasil seu nome intitula vários cultos afro
O blog Umbanda: o reino da paz acrescenta:
Xangô é o senhor do elemento Fogo, mas também faz parte da tríade da água por comandar as cachoeiras junto com Mamãe Oxum.
O blog Povo de Aruanda traz um texto longo e detalhado sobre Xangô, e inclui as seguintes informações:
Saudação: Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
Animais: Tartaruga, carneiro
Bebida: Cerveja preta [Comentário: adoro. Já sei que Orixá chamar pra beber comigo.]
Pedras: Meteorito, pirita, jaspe
Número: 12
Metal: Estanho
Flores: Cravos vermelhos e brancos
Saúde: Fígado e vesícula
Elemento: Fogo [Comentário: Repito aqui para notar que às vezes aparece como seu elemento o fogo, às vezes a terra ou mesmo ar, mas predomina o fogo nos blogs que vou consultando]



Xangô – Candomblé

Rezas de Xangô

Xangô (dança)

Xangô (dança)

Xangô – Ketu

Reza de exaltação inicial de Xangô

Cantiga Xangô Candomblé

Xangô

Xirê – Xangô – Ketu

Xangô – Reza Nação Cabinda

Orixá Xangô

Meu pai Xangô


Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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