Mãe Menininha e o Gantois


Estes vídeos foram feitos em 2007, quando a Iyálorixá (mãe-de-santo) Mãe Menininha do Gantois, nascida na Bahia em 10 de fevereiro de 1894, teria feito 113 anos. Neles, algumas pessoas, como Regina Casé, convidam a dimensionar o que foi para o Candomblé ter sido no início considerado socialmente um caso de polícia, e chegar a ter hoje, no Gantois, um dos santuários brasileiros mais conhecidos, uma importante referência cultural. E nesse sentido Regina Casé diz algo que dá o que pensar: “uma cultura que não recebe nada, que só dá, que é o suprassumo da generosidade”. Talvez seja exatamente isso o que durante tanto tempo foram o Candomblé e outras contribuições do povo negro no Brasil. Acho interessante também considerar o papel que tiveram artistas como Dorival Caymmi, Clara Nunes, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Gal Costa para que o panorama de desvalorização dessas manifestações culturais mudasse; o poder de fogo que tiveram alguns atores da música popular para mexer em larga escala com corações, mentes e comportamentos.



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Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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