Confissões do latifúndio

CONFISSÕES DO LATIFÚNDIO

Por onde passei,
plantei
a cerca farpada,
plantei a queimada.

Por onde passei,
plantei
a morte matada.

Por onde passei,
matei
a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada…

Por onde passei,
tendo tudo em lei,
eu plantei o nada.

Dom Pedro Casaldáliga, 1970


Encontrei este poema em A poesia dos outros.

Cheguei a ele por causa de um post no Educação Política.

Na página de Dom Pedro Casaldáliga, não localizei o poema.

Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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Uma resposta para Confissões do latifúndio

  1. Carlos Antônio Roque disse:

    É de se esperar da postura de nossos governantes que não tenham mais medo de enfrentar os grandes grupos econômicos que usam a terra como especulação e não como meio de produção agropecuário. Massacrando os mais humildes que vivem próximos a essas propriedades improdutivas, vendo e sofrendo a fome por não ter onde plantar. O México já deu o exemplo de que a terra deve atender, primeiro, a produção de bens de consumo.

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