Cassiano


“A lua e eu”, de 1975 (segundo o vídeo), de 1976 (segundo o Nelson Motta). Outra canção que me hipnotiza desde a infância. Aquela alquimia misteriosa de melodia, sonoridade da letra, voz, arranjo, sei lá o quê. A melodia por si só dá um show, mas o arranjo é um primor: o coro, a flautinha, a bateria, os violinos, o baixo, a guitarra. E a voz do Cassiano é um desbunde. Foi uma delícia achar este vídeo meio surreal com o Cassiano, no YouTube. Melhor ainda os dizeres no canto superior direito: “Mofo TV”, agora nova categoria do blog (aqui com qualidade melhor, mas com nome menos divertido). Também “descobri” a boa regravação que Cidade Negra fez de “A lua e eu”, mas ainda prefiro bastante com o próprio Cassiano. Conclusão: estava na hora de prestar mais atenção no que fez esse Cassiano. No que a Wikipedia diz sobre ele, aparecem os nomes de Otis Redding, Stevie Wonder, Lupicínio Rodrigues, Tim Maia e Hyldon (o Hyldon das lindas “e vou esquecer de tudo, das dores do mundo” e “não estou disposto a esquecer seu rosto de vez…”). Cassiano é um dos compositores de “Primavera”, uma das minhas canções preferidas dentre as gravadas pelo Tim Maia. Vou descobrindo que outras canções de que gosto demais são do Cassiano, entre elas está a adorada: “sei que você gosta de brincar de amores…” “Pena que o público não sabe que essas e outras músicas são dele”, diz Nelson Motta. Taí: eu ignorava o Cassiano, nunca tinha me dado ao trabalho de saber do compositor e cantor de “A lua e eu”. Apesar de gostar tanto da música, achava que devia ser um desses caras de só uma boa canção, artista cometa casualmente projetado por uma novela da Rede Globo, que logo se apagou por aí. “Precursor da música soul no Brasil e considerado fundador da moderna música negra brasileira”. “Se Tim Maia é a voz da nova escola, a sua grande cabeça é o compositor Cassiano”. Intuição de infância é brincadeira não.


Regravação recente, com Cláudio Zoli

Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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