A lâmpada de um século e a obsolência planejada


“É viável uma economia sem obsolência planejada?”

Na infância, costumava assistir um desenho animado do Zé Colméia com outros animais num tipo de arca de Noé, do qual já não lembro o nome exato (A arca do Zé Coméia?). Num dos episódios, os bichos da arca chegam a uma ilha chamada (algo como) “ilha da fartura”. Tudo era abundante e espetacularmente luxuoso. “Dê uma mordida na banana, e depois jogue fora, porque há muitas mais”, diziam os anfitriões aos bichos, naquela república de bananas. Até que eles descobrem o lixo, a feiúra mecanizada, a devastação que sustentavam a fachada da ilha, numa enorme parte totalmente destruída, lugar de acesso proibido, cuidadosamente escondido por trás de muros. Já andei procurando esse desenhinho animado profético no YouTube, mas ainda não encontrei. Preparou meus olhos para enxergarem melhor, por trás do ilusionismo, o mundo dos anos da idade adulta. Os bichos podiam montar na arca e abandonar a ilha. Para nós, a ilha parece estar em todo lugar. Armadilha sem saída?



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Sobre Ani

Outros que contem passo por passo | Eu morro ontem | Nasço amanhã | Ando onde há espaço: | – Meu tempo é quando. ~Vinicius de Moraes~
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